Quem é Emanuel Nunes: Conheça o Desenvolvedor por trás do Código

Conheça Emanuel Nunes, desenvolvedor focado em Engenharia de Software, especializado em backend com Golang, TypeScript, Bun e arquiteturas web de alta performance.

Emanuel Nunes
Por Emanuel Nunes
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Quem é Emanuel Nunes: Conheça o Desenvolvedor por trás do Código

Do circuito ao código

A maior parte dos desenvolvedores web começam pela tela. No meu caso, comecei pelo baixo nível. Trabalho com desenvolvimento web desde 2019, e hoje curso Engenharia Mecatrônica em Rio do Sul, Santa Catarina — onde aprendi que software é apenas a camada final de um sistema que precisa funcionar no mundo real.

Essa lógica de engenharia — pensar em sensores, atuadores e feedback loops — é exatamente o que aplico hoje quando arquiteto microsserviços, monolitos, pipelines de deploy ou treinamento de modelos de Inteligência Artificial. Se esse tipo de raciocínio te interessa, organizei boa parte dessa base em um curso gratuito de engenharia de baixo nível: aprendac.

Pesquisa com peso de produção

Na faculdade, atuo em dois projetos de pesquisa e extensão.

O primeiro envolve visão computacional aplicada à indústria. Sou responsável pela parte de software e pelo treinamento do modelo de IA que identifica defeitos em esteiras industriais em tempo real, com latência baixa o suficiente para não parar a linha de produção.

O segundo é pura automação. Desenvolvo o sistema que controla remotamente o plantio de morangos. O backend é escrito em Go, roda em um servidor dedicado cedido pela universidade (que também administro), armazena dados em SQLite e se comunica com um frontend em React. Da informação coletada pelo hardware na estufa ao terminal SSH no servidor, sou o responsável final pela pilha.

SEO em escala multinacional

Trabalho como Analista de SEO na Wicomm, onde atuo com otimização de busca orgânica em projetos de alcance multinacional. Entre os projetos que passo estão Semparar, Oriba, Universo-K, o próprio site da Wicomm, dentre outros.

O trabalho envolve auditoria técnica, estruturação de dados (Schema.org), otimização on-page, Core Web Vitals e estratégia de conteúdo — sempre com foco em resultados mensuráveis de posicionamento e tráfego orgânico.

Essa experiência molda a forma como construo sites hoje.

Projetos pessoais e ecossistema de IA

Fora da universidade, mantenho projetos que já alcançaram escala. O Downkingo ultrapassou 8 mil downloads, e o AprendaC segue como uma ferramenta de aprendizado ativa na comunidade.

Mas o núcleo duro do que construo hoje é um ecossistema próprio de Inteligência Artificial, composto por duas peças que conversam entre si.

Melissa

Minha agente pessoal de voz. Não é um chatbot que consome uma API genérica. A arquitetura dela é construída em cima de métodos propostos em papers recentes que implementei diretamente:

  • Mnemosyne — memória de longo prazo com decay e refresh, base do sistema de “diário” dela.
  • Mnemis — recuperação dual (similaridade + grafo hierárquico) para montar contexto, em vez de RAG top-k plano.
  • PRIME — separação de memória episódica vs semântica e personalização de raciocínio.
  • Warp-Cortex — padrão River/Streams para rodar análise em background sem quebrar a voz ao vivo.
  • Global Prior Meets Local Consistency — divisão entre “quem você é” vs “o que está acontecendo agora” no prompt.
  • Think-in-Memory — pós-processamento de sessão para salvar pensamentos consolidados em vez de transcrição bruta.
  • ER-MIA — camada de segurança da memória com commit gate para evitar memórias conflitantes ou envenenadas.

O resultado é uma IA com memória de trabalho que cobre presente, passado e futuro — com planejamento sequencial e raciocínio contextual, ela consegue até prever minha próxima ação.

Ilusion

Para que a Melissa não ficasse presa a uma janela de terminal, criei o Ilusion: uma plataforma desktop completa que funciona como seu corpo digital. Ao conectá-la, ela ganha acesso a agenda, controle financeiro, anotações, mensageria e todas as ferramentas cotidianas. O Ilusion é a caixa de ferramentas; a Melissa é a engenheira que sabe usá-la.

Stack

Sou pragmático. Gosto de ter stacks definidas para cada domínio, porque isso reduz atrito na hora de começar um projeto — mas isso não é regra. Se o sistema ou a equipe pede outra coisa, troco sem apego. O que importa é resolver o problema, não defender linguagem.

Dito isso, comecei fazendo backend web com PHP. Hoje o grosso do meu backend roda em Go, que é onde me sinto mais produtivo para APIs, servidores e qualquer coisa com concorrência.

No frontend, geralmente uso React com TypeScript quando é dashboard, e Astro com ilhas em Svelte quando é site ou página web. Automações brutas costumo usar Python (via uv), mas para automações web uso Bun. Para aplicativos desktop, gosto muito de usar Wails. E para embarcados, costumo usar C, C++ e Zig.